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20/01/2012 às 10:29h

União pretende incluir mais 320 mil beneficiados no Bolsa Família em 2012

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou ontem que uma das principais metas do governo para 2012 é incluir mais 320 mil beneficiários no Bolsa Família. No ano passado, 407 mil novas famílias receberam a ajuda financeira, totalizando mais de 13,35 milhões de beneficiados.

Campello participou de uma reunião entre a presidente Dilma Rousseff e outros ministros ligados à execução do programa Brasil Sem Miséria, que tem como objetivo retirar 16 milhões de brasileiros da situação de extrema pobreza até 2014. O encontro deu início às reuniões setoriais promovidas pela presidente para avaliar políticas de governo e definir as prioridades daqui em diante. Ontem, além da área social, a presidente Dilma e ministros também discutiram educação e saúde.

Uma das diretrizes de Dilma foi ampliar a parceria com governos estaduais e municipais para complementação do valor pago pelo Bolsa Família. O benefício varia de R$ 32 a R$ 306. Atualmente, nove Estados adicionam um valor extra à bolsa, auxiliando 450 mil pessoas. “Continuaremos conversando com os governos estaduais para ter novos Estados participando disso que estamos chamando de ‘federalismo social’”, declarou Tereza.

A presidente também orientou os ministros ligados à área social para aumentar a atenção dada a crianças, gestantes e nutrizes (mulheres em período de amamentação). As mães podem ter um adicional de R$ 32 no Bolsa Família por filho, com o limite máximo de cinco benefícios. Em 2011, o programa incluiu 130 mil mulheres e o objetivo para este ano é beneficiar mais 270 mil mães.

Outra medida anunciada é a destinação de 300 mil vagas em cursos de qualificação e profissionalização para beneficiários do Brasil sem Miséria por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Hoje, a presidente promoverá novas reuniões setoriais. Os assuntos a serem tratados serão: desenvolvimento sustentável, agricultura, indústria, defesa comercial e inovação, infraestrutura, logística, energia, exploração da camada pré-sal e comunicação. Amanhã, o foco será na política econômica e na crise internacional.

Do Valor Econômico (para assinantes)





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