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12/01/2012 às 9:06h

SUS vai bancar a troca de próteses de seio rompidas das marcas PIP e Rofil

Brasília – O Sistema Único de Saúde (SUS) irá bancar a troca de próteses de silicone de seios que estejam rompidas de mulheres com implantes das marcas francesa Poly Implant Protheses (PIP) e da holandesa Rofil. Serão atendidas pacientes que fizeram o implante para uma reconstrução mamária ou por fim estético nas redes pública ou particular.

O Ministério da Saúde já havia informado que o atendimento estava garantido para as pacientes com problemas nos implantes desde que não fosse por motivos estéticos. A rede pública faz cirurgias de implantes de silicone nos seios somente para reparação.

A determinação é da presidenta Dilma Rousseff, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano.

“A partir do momento que se identifica a ruptura do implante, é entendida como uma cirurgia reparadora. O SUS ampara e vai amparar as mulheres independentemente da origem da prótese”, disse Barbano, após reunião com representantes dos cirurgiões plásticos e mastologistas.

A rede pública irá financiar a retirada da prótese e também a colocação de outra, conforme Barbano. Estima-se que 12,5 mil brasileiras usam implantes da PIP e 7 mil da Rofil. As duas empresas usaram silicone industrial, não indicado para próteses de seio. O produto aumenta o risco de ruptura do implante ou vazamento o que provoca inflamação da mama ou outros problemas de saúde.

De acordo com Barbano, 39 mulheres enviaram queixas a Anvisa de ruptura da prótese da PIP desde abril de 2010. Elas relataram dores e deformidade no implantes e, após exames, foi constatada a ruptura. As usuárias, segundo o diretor, já fizeram a troca do implante.

A Anvisa e os médicos farão um rastreamento das pacientes para chamá-las para uma avaliação clínica. Ainda hoje, deve ser divulgado um protocolo e uma lista de quais exames as pacientes devem fazer e os serviços de saúde públicos a serem procurados.

A agência reguladora mantém a posição que o implante deve ser removido somente em caso de ruptura ou risco aparente e descarta uma retirada preventiva, como foi recomendada pelo governo francês e a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

Da Agência Brasil

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3 já comentaram!
  1. Acho um tremendo absurdo o SUS bancar estes custos de troca das proteses até pq o SUS nao consegue atender a demanda de paciente queimado vai trocar protees mamária? Não cobre stent farmacologico no SUS e vai cobrir proteses mamaria de quem fez particular ou convenio? Para com isso, isso é uma vergonha. Sou militante do PT de Mauá Rui,e tenho marido médico que trabalha no SUS e somos contra açoes deste tipo. Diga NAO a isto e SIM aos que efetivamente necessitam do SUS.

    • imprensa comentou:

      pelo que sabemos a troca vai se dar somente para as próteses que foram implantadas pelos SUS. Confira no nosso site diversas postagens sobre o assunto.

  2. Vivemos um momento muito oportuno para discutir o SUS, suas origens, extensões, coberturas e a qualidade do atendimento para pacientes com câncer de mama, entre outros, e que necessitam de mastectomia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia, entre outros. O que o brasileiro espera do SUS no presente e no futuro.
    Para nós, também não ficou claro quem terá direito à troca dos implantes pelo SUS. Aparentemente, pelo que foi noticiado na mídia, se uma paciente colocou a prótese apenas por motivos estéticos (mamoplastia) mas que tenha um parente com antecedente de câncer de mama, teria direito à troca pelo SUS.

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