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19/09/2011 às 17:07h

Quatro meses após assassinato, falta de iluminação põe em risco segurança na USP

Na noite do dia 18 de maio, um crime chocou a Universidade de São Paulo (USP). O estudante Felipe Ramos de Paiva, 24, foi assassinado no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA), vítima de latrocínio – roubo seguido de morte. A comoção causada pelo crime levantou o debate: como melhorar a segurança na Cidade Universitária?

Na época, o governador Geraldo Alckmin propôs que a Polícia Militar atuasse com mais vigor dentro da USP. No dia 8 de setembro, a PM e a USP assinaram um convênio para que isso efetivamente ocorresse. Na ocasião, o secretário de Segurança de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, lamentou que esse “avanço” só tenha ocorrido “depois de uma tragédia que ceifou a vida de um jovem estudante”.

Nem todos concordam, no entanto, que a medida seja, de fato, um avanço. Enquanto muitos acreditam que a maior presença da polícia irá diminuir a criminalidade na Cidade Universitária, outros temem a repressão policial. Uma questão, no entanto, une toda a comunidade acadêmica: é preciso melhorar a iluminação do campus, que ameaça a segurança dos estudantes, funcionários e professores que frequentam o campus diariamente. Segundo a reitoria, há um projeto em andamento para melhorar a iluminação no campus.

A presidente do Centro Acadêmico Visconde de Cairu, Maíra Madrid, 22, da FEA, palco da tragédia de maio, avalia que a sensação de segurança na área aumentou nos últimos quatro meses, com maior presença de policiamento. Para ela, isso ocorre porque, após o crime, a FEA passou a ser mais visada. Apesar disso, ela cobra melhora na iluminação e alerta: “Tem outros pontos críticos aqui na universidade”. Entre esses pontos, ela cita como a Escola Politécnica, as faculdade de Física, Química e Odontologia.

Na Odontologia, não foi difícil encontrar quem confirmasse o diagnóstico de Maíra. As estudantes Ingrid Bruno e Erica Patricia, ambas com 24 anos, foram enfáticas ao afirmar que não se sentem seguras no campus e defenderam o aumento do efetivo policial. Segundo elas, ali, ao contrário da FEA, não mudou nada após a morte de Felipe.

As duas fizeram uma série de críticas às restrições que a comunidade acadêmica tem à presença da PM dentro do campus. “Quando eles conseguiram tirar a PM do campus, na época da ditadura, foi uma conquista. Mas hoje em dia não tem mais contexto”, avalia Ingrid.

Erica critica principalmente os estudantes das sociais e das humanas, onde haveria mais indisposição a essa presença. “Acho que eles são contra por causa do uso de drogas, mais essa ideologia e mais o fato de, se tiver polícia, essas rebeliões, esse negócio de ‘ah, vamos invadir a reitoria’, não vai mais ter a facilidade que tem”, fuzila.

Do estadão.com.br





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