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29/08/2011 às 12:46h

Mulheres petistas debatem propostas para 4o. Congresso

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Mulheres do PT-SP debatem propostas para o 4o. Congresso Nacional

Segunda-feira, 29 de agosto, é Dia Nacional de Visibilidade Lésbica. A data instituída há 15 anos, por cerca de 100 mulheres lésbicas que realizaram o I Senale (Seminário Nacional de Lésbicas), no Rio de Janeiro, motiva comemoração, mas a continuidade da luta em favor de direitos humanos inalienáveis: como o de amar outra mulher.

Para falar sobre o tema, a Secretaria de Mulheres do PT-SP reuniu dezenas de mulheres neste sábado (27), numa plenária ampliada no auditório do Diretório Estadual do Partido.

Fernanda Estima, jornalista e militante do Núcleo LGBT do PT Municipal, contextualizou a etapa em que se encontra o debate na sociedade, os retrocessos impostos pela religiosidade num Estado laico e a importância de defender a rubrica no orçamento público, para implementar as ações contidas no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, resultante da Iª Conferência Nacional LGBT, a fim de garantir a igualdade de direitos e exercício pleno da cidadania do segmento.

Ao considerar o calendário do próximo período, que inclui encontros setoriais, congresso e as eleições 2012, ela defendeu a integração da militância nas instâncias municipal, estadual e nacional para dar visibilidade às bandeiras, pressionar pela implementação de políticas públicas e para ampliar a representação do segmento nos espaços de decisão do Partido, no Legislativo e Executivo. “Caso contrário as candidaturas em 2012 deixarão novamente esse debate escondido, em razão das políticas de alianças”, advertiu Estima.

Antes de exibir um curta sobre a questão lésbica, Rita Quadros, reafirmou que a visibilidade deve estar inserida na educação desde cedo, como respeito a forma de amar das pessoas. “Embora a discussão lésbica pareça muito afetiva é iminentemente política. Portanto, essa é uma discussão que deve fazer parte também dos diretórios municipais”, defendeu a militante lésbica, ao valorizar a iniciativa da Secretaria de Mulheres do PT-SP.

Propostas para 4o. Congresso do PT

No encontro, o 4o. Congresso do PT, os encontros nacional e estadual do Setorial de Mulheres – outubro e novembro – e o processo de reforma estatutária também foram pautados.

Na opinião de Angélica Fernandes, que integra o mandato da senadora Marta Suplicy, a luta feminista responsável por garantir avanços como os 30% das cotas para as mulheres na representação partidária, precisa dar um passo adiante, na questão quantitativa, mas principalmente qualitativa. “Penso que devemos refletir sobre o significado das cotas nesses 20 anos, para avançarmos nas discussões do 4o Congresso do PT”.

Convidada para falar sobre a reforma estatutária, Angélica lembrou dos avanços obtidos nas eleições, mas acredita que a discussão sobre os 50% das cotas deve ser colocado. “E a cota deve ser qualitativa, em cargos de direção”, assinalou, ao defender a alternância nas direções.
Na avaliação da petista, caso o Setorial não fortaleça essa discussão no congresso do PT, as mulheres continuarão sofrendo a subrepresentação no Legislativo e Executivo.

Nalu Farias acrescentou a necessidade de aprovar-se o princípio da paridade de sexos.

Os temas apresentados na plenária suscitaram um intenso debate e propostas de parlamentares e lideranças de Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Hortolândia, Paulínia, Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Suzano, para as etapas da Conferência Nacional de Mulheres que centra na questão do empoderamento feminino.

Dentre os encaminhamentos da plenária, coordenada por Maria Isabel da Cruz e Vera Machado, do Coletivo da Secretaria de Mulheres do PT-SP, foi apontado o incentivo de cursos de formação política direcionado às mulheres petistas, de criação de coletivos de mulheres nos municípios e a elaboração de um abaixo-assinado eletrônico em favor da elevação de cotas para as mulheres nos cargos de direção.

Durante a plenária, várias petistas oficializaram a sua adesão ao Setorial de Mulheres para participar dos encontros que ocorrerão neste semestre. O prazo de adesão aos setoriais termina no dia 9 de setembro.

Do Linha Direta





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