Metrô de SP recorre a baldes para conter goteira em estação
Mesmo sem chuvas nos últimos dias, a água continua escorrendo por todos os lados em uma das estações de metrô mais movimentadas de São Paulo, a Consolação.
Poças chegam a contornar as paredes da área da linha 2-verde. Também há goteiras próximas à plataforma de embarque e até no meio das cadeiras usadas pelos passageiros que esperam os trens.
Quem passa de um lado a outro da estação também precisa desviar de baldes e panos espalhados pelo chão.
Ontem havia sete bloqueios e divisórias colocadas por conta da água que caía no piso da estação Consolação. Um funcionário do Metrô relatou ser comum ocorrerem pequenos acidentes no local.
Usuários confirmam. “Já cheguei a escorregar. Levei um susto”, conta Jociara dos Santos, 55. Segundo ela, o problema é maior nas horas de maior movimento na estação, quando fica mais difícil desviar das poças de água.
O assistente administrativo Leonardo Cardoso, 17, que passa pela estação quatro vezes ao dia, afirma que já se acostumou com as goteiras.
“Por onde passa, está sempre pingando. Tem vezes que cai em cima da cabeça”, diz.
Em nota, o Metrô disse que constatou as infiltrações no dia 21 e que avisou a Subprefeitura Sé, que atua na região da avenida Paulista, e a Sabesp sobre o problema.
Segundo o Metrô, a origem das infiltrações é uma tubulação da Sabesp próxima à estação. Ainda segundo a nota, equipes de manutenção devem tentar resolver o problema na madrugada de hoje.
O Metrô ainda diz que vem atuando “com medidas paliativas para evitar goteiras”.
A Sabesp confirmou que havia uma vistoria no local já programada, mas não soube dizer se a falha na tubulação era de fato a causa das goteiras na estação Consolação.
Já a Subprefeitura Sé afirmou que irá realizar uma nova vistoria hoje no local.

Infiltrações fazem funcionários usarem baldes e panos para conter goteiras em estações do metrô de SP
Da folha.com
