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05/09/2011 às 9:54h

Marta lidera disputa pela Prefeitura de São Paulo

A senadora Marta Suplicy (PT) saiu na frente na disputa pela Prefeitura de São Paulo, aponta a primeira pesquisa Datafolha para a eleição municipal de 2012.

Ela lidera a corrida em todos os cenários pesquisados, com vantagem média de 14 pontos percentuais em relação aos adversários.

Sem Marta no páreo, o ex-governador José Serra (PSDB) e o ex-deputado Celso Russomanno (PP) aparecem empatados na ponta.

Lançado pelo ex-presidente Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação), que disputa com a senadora a indicação para concorrer pelo PT, oscila entre 1% e 2% das intenções de voto.

Marta obtém sua menor folga na simulação em que Serra é o candidato tucano. Ela chega a 29%, contra 18% do rival -uma vantagem de 11 pontos percentuais.

Nesse cenário, Russomanno é o terceiro colocado, com 13%. Atrás, empatados tecnicamente, aparecem o vereador Netinho de Paula (PC do B), com 8%, a ex-vereadora Soninha Francine (PPS), com 6%, e o deputado Paulinho da Força (PDT), com 6%.

O deputado Gabriel Chalita (PMDB) é citado por 3%. Luiz Flávio Borges D’Urso (PTB) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 2% cada um.

TUCANOS

No cenário em que o candidato do PSDB é o senador Aloysio Nunes Ferreira, Marta alcança 31% e é seguida por Russomanno, com 15%.

Netinho de Paula (9%), Soninha (8%), Paulinho da Força e Aloysio (7% cada um) aparecem tecnicamente empatados em terceiro lugar.

O levantamento testou outros dois pré-candidatos do PSDB. O deputado estadual Bruno Covas atinge 6%, e o secretário estadual de Energia, José Aníbal, chega a 4% das intenções de voto.

No primeiro cenário em que Haddad é o candidato do PT, Serra e Russomanno dividem a liderança com o mesmo índice: 19%. Em terceiro lugar, há empate entre Netinho (13%), Paulinho da Força e Soninha (9% cada um).
Chalita atinge 5%. Eduardo Jorge, D’Urso e Haddad têm 2% cada um.

Quando a lista de prefeitáveis exclui Marta e Serra, Russomanno lidera isolado. Ele alcança 20% se o candidato do PSDB for Aloysio, e 21% nos cenários com Bruno Covas ou José Aníbal.

Nas três simulações, Netinho aparece em segundo, com 15%. Soninha fica com 11%, e Paulinho da Força oscila entre 10% e 11%.

PADRINHOS

Lula deve ser o cabo eleitoral de maior peso na eleição: 40% dos entrevistados dizem que poderiam votar num candidato apoiado por ele. O apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) é importante para 26%, e o do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para 27%. O indicado do prefeito Gilberto Kassab só teria a preferência de 15%. Outros 38% dizem que não votariam no candidato do prefeito.

A pesquisa também mediu a rejeição aos pré-candidatos: 33% disseram que não votariam de jeito nenhum em Netinho, 32% rejeitam Serra e 30% rejeitam Marta.

O Datafolha ouviu 1.039 moradores de São Paulo na quinta-feira passada. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Sondagem reflete indecisão do eleitor e dilema de partidos

Experiência de candidatos provoca pesos idênticos de prestígio e rejeição, e nomes novos têm pouca projeção

É nesse contexto que os números devem ser vistos: uma primeira pesquisa que revela mais as propensões do que as intenções atuais dos paulistanos

Mauro Paulino
Diretor-geral do Datafolha

De que vale uma pesquisa de intenção de voto feita mais de um ano antes da eleição? Os partidos políticos não vacilam diante dessa dúvida e contratam fartamente suas próprias sondagens.

Durante esse período de definições de apoios, planejamentos de comunicação e captação de verbas, sondar o eleitorado é questão de sobrevivência. A eleição ferve nos bastidores.

Já os eleitores surpreendem-se ao serem solicitados por pesquisadores a declinarem preferências sobre assunto tão remoto. A eleição ainda não existe para eles.

Diante da imposição das perguntas, quase um terço mostra-se espontaneamente sem opinião. Mesmo diante dos cartões com nomes de possíveis candidatos, é frequente a indecisão, inclusive entre os que demonstram alguma preferência.

A eleição para a Prefeitura de São Paulo, no ano que vem, está em aberto nas ruas.

É nesse contexto que os resultados de hoje devem ser analisados: uma primeira sondagem que revela mais propensões do que as intenções atuais dos paulistanos.

Predominam a força dos nomes e participações em campanhas e gestões passadas. Estão fora das escolhas desse momento os apoios políticos que serão explicitados para além das páginas de jornal, as construções de imagens e, especialmente, a embalagem do marketing.

Esses fatores, diretamente associados ao tempo de cada um na TV, provocarão mudanças a partir do retrato revelado agora. Não há modelo estatístico que permita qualquer projeção para as urnas.

PRÉ-CANDIDATOS

Os dilemas estão lançados. Pelo PT, a trajetória da ex-prefeita Marta Suplicy a eleva à liderança, mas proporciona pesos idênticos de prestígio e rejeição.

A pouca projeção do ministro da Educação, Fernando Haddad, também provoca o equilíbrio da baixa popularidade com praticamente nenhuma rejeição.
Caberá ao partido avaliar o melhor uso do significativo apoio do ex-presidente Lula, revelado pela pesquisa.

O PSDB deverá decidir entre a viabilidade do ex-governador José Serra, desgastado, e a construção quase completa de uma candidatura desconhecida.

Já o PP tem no deputado federal Celso Russomano um nome inicialmente forte, mas cuja viabilidade precisará ser confirmada após o início da campanha na TV.

E a pesquisa? Neste momento, possibilita aos eleitores compartilhar com o mundo político os dilemas da eleição à prefeitura.

Da Folha de S.Paulo (para assinantes) via Blog Leituras Favre






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