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28/08/2011 às 19:24h

Máfia vendia guias para aumento do potencial construtivo arrecandou mais de 100 milhões

serra kassab292 Máfia vendia guias para aumento do potencial construtivo arrecandou mais de 100 milhões

Esquema das outorgas começou a funcionar em 2005, ano que Serra (PSDB) assumiu a prefeitura. Kassab (DEM) assumiu com a renuncia de Serra (PSDB) em 2006

SÃO PAULO – O rombo causado pela quadrilha que forjava o pagamento de taxas para construção de prédios em São Paulo já passa dos R$ 50 milhões e pode chegar aos R$ 100 milhões, segundo a Corregedoria-Geral do Município. Trata-se do maior golpe já aplicado por particulares contra a Prefeitura em toda a história e já durava pelo menos 17 anos. Quatro pessoas foram presas por envolvimento no esquema.

A Prefeitura encontrou cerca de 900 documentos suspeitos. O mais antigo deles é de 1994 e envolve fraudes no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A guia de recolhimento de maior valor, R$ 14 milhões, é de janeiro, da Mesarthin Empreendimentos – consórcio que, segundo a Corregedoria, é formado por Zabo e Odebrecht.

Até agora, já se constatou que quatro construtoras, Marcanni, Zabo, Porte e Onoda, apresentaram à Prefeitura guias com autenticação bancária falsa para obter o aval para levantar edifícios acima do gabarito permitido na cidade – a chamada outorga onerosa. A investigação começou em junho, com denúncia da vice-prefeita Alda Marco Antônio.

Nesta sexta-feira, a Polícia Civil prendeu quatro envolvidos no esquema. Eles são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter mais de 20 integrantes. E de participar diretamente do esquema, indicando às construtoras como pagar a outorga onerosa com precatórios – títulos da dívida pública.

Pelo sistema, quando uma construtora quer levantar um prédio de área maior que a permitida na região, solicita autorização e paga à Prefeitura, por meio de guia. O valor vai para o Fundo Municipal de Urbanização. As guias do esquema sempre foram levadas à Prefeitura, e aceitas, com a autenticação do pagamento em bancos “fantasmas” – o dinheiro nunca chegou. A Prefeitura não sabe explicar como a fraude não foi percebida antes.

Guia permite obra mais alta.

A outorga onerosa é uma autorização expedida pela Prefeitura para que uma construção seja feita acima dos limites de tamanho e altura estabelecidos pela legislação municipal. Quando uma construtora quer levantar um prédio de área maior que a permitida na região, solicita autorização e paga à Prefeitura, por meio de uma guia. O valor vai para o Fundo Municipal de Urbanização. A concessão é responsabilidade das Secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Habitação.

Outro lado.

Em nota, a Odebrecht informou que pagou regularmente as taxas e que possui os documentos que comprovam as operações. “(A empresa) adquiriu, em conformidade com a legislação, créditos para o pagamento de outorga onerosa. Reforça ainda que detém o alvará para a execução da obra concedido pela Prefeitura”. Além disso, o comunicado diz que a empresa desconhece qualquer irregularidade sobre o assunto e que e não recebeu nenhuma notificação.

Do Estadao.com.br





2 já comentaram!
  1. Vários jornais de hoje (31)dão conta que nessa fraude das construtoras, estaria o nome do cunhado do governador Geraldo Alckmin.

  2. Carlos Antonio Rosa comentou:

    É incrivel como alguém dá tal golpe na prefeitura e não haja nenhum controle de fiscalização sobre o assunto!
    Engraçado é que para aplicação de multas não faltam Controles de Fiscalização!

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