DATAFOLHA: Pesquisa aponta que 71% dos jovens brasileiros avaliam internet como ferramenta política
O dia-a-dia dos conflitos internacionais, organização de marchas no centro de São Paulo, organização e reformulação política debatidos em sites de relacionamento. São vários os exemplos de informações cada vez mais acessíveis por meio da Internet. A plataforma que ganha cada vez mais usuários é avaliada por 71% dos jovens brasileiros como instrumento alternativo de mobilização social, segundo pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, em parceria com a agência de publicidade Box.
Mesmo sendo encarado como meio não convencional de debate, a Internet já se mostrou uma importante ferramenta em campanhas eleitorais como a da presidente Dilma Rousseff – com a criação de uma rede integrada de noticiários, debate e multimídia e também do atual ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante.
A migração do debate para as mídias virtuais, de acordo com os 1.200 jovens, entre 18 e 24 anos ouvidos pela pesquisa, vem da repetição e padronização dos meios convencionais de comunicação ao tratar o noticiário – principalmente o político.
Exemplos recentes
No Brasil, as redes sociais já aparecem como ponto central em uma série de debates e mobilizações, como o “Churrascão da gente diferenciada”, organizado no Twiiter como forma de protesto a oposição dos moradores de Higienópolis à possível implantação de uma estação do Metrô no bairro. O mesmo aconteceu na “Marcha pela Liberdade” e na série de protestos do movimento “Passe Livre”, nos protestos contra o aumento abusivo do transporte público.
Movimentos populares também se organizam na construção de debates e mobilizações nos mais diferentes temas, desde o direito à moradia até a igualdade de gêneros. Os blogueiros, há muito organizados, se preparam para realizar o segundo encontro de Blogueiros Progressistas, em Brasília.
Na política
O Partido dos Trabalhadores tem dois exemplos de utilização bem-sucedida da Internet. São a “Rede Mercadante” – que teve participação popular na elaboração do plano de governo da última eleição.
Do Linha Direta

O grande problema sobre essa perspectiva da juventude é que, em muito, ela visa substituir a luta política real. A Revolução Egipcia, por exemplo, e o supracitado Movimento Passe Livre são exemplos de que a Internet (e principalmente as Redes Sociais) são, sim, instrumentos políticos – de organização e massificação. Não poderão nunca substituir o valor concreto das mobilizações de rua. Petições online e twitaços não tem valor político nenhum para a Esquerda a menos que estejam aliados à luta real. De outra forma, servem apenas de instrumento para criação de factóides, por parte da Direita, como tem-nos sido mostrado no Twitter.