DAEE descarta mutirão de limpeza
Três piscinões transbordaram após as fortes chuvas de terça-feira: Vila América e Fundação, em Santo André, e o do Paço de Mauá. Os reservatórios, construídos para armazenar as águas pluviais e evitar os alagamentos, não cumpriram a função. O principal motivo: muita sujeira.
Mesmo assim, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, que assumiu a limpeza dos piscinões, afirma que não irá realizar mutirão para desassoriar os equipamentos do Grande ABC e seguirá o cronograma inicial de limpeza.
De acordo com a estatal, ações preventivas deveriam ser realizadas pelas prefeituras. O órgão garante que assumiu a limpeza em caráter emergencial.
No dia 19 de dezembro, o DAEE iniciou intervenções para retirada de material do reservatório Ford Taboão, em São Bernardo. Na semana seguinte, o piscinão Petrobras, em Mauá, começou a ser limpo de forma lenta, devido a problemas de acesso ao local. A previsão é terminar os serviços em duas semanas no primeiro equipamento. Já no segundo, os trabalhos devem ser finalizados dentro de dois meses.
Os próximos reservatórios a receber intervenções são: Mercedes Benz, em Diadema, Crysller e Canarinho, em São Bernardo.
A equipe do Diário percorreu, ontem, pelos principais reservatórios da região e constatou que muitos deles apresentam grande quantidade de sujeira, terra e mato.
“Agora, não se pode fazer muita coisa. Com as chuvas, grande volume de sujeira foi levado aos reservatórios e o trabalho de limpeza acaba sendo anulado. Se limpar em um dia, no outro estará sujo de novo. O trabalho deveria ter sido feito, no máximo, até novembro”, afirmou Jorge Giroldo, professor do departamento de engenharia