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20/05/2011 às 9:47h

Candidato petista a prefeito de São Paulo sai até o fim do ano

marta e mercadante 2 Candidato petista a prefeito de São Paulo sai até o fim do ano

Aloizio Mercadante e Marta Suplicy, os pré-candidatos a prefeitura de SP pelo PT mais conhecidos entre os sete que colocam seus nomes a disposição do partido

O presidente do PT, Rui Falcão, estabeleceu prazo para definir o nome, no partido, para disputar a prefeitura de São Paulo. A legenda pode ter de fazer eleições prévias para a escolha, já que há pelo menos sete pré-candidatos na disputa, entre os quais a senadora Marta Suplicy e o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Falcão espera ter o nome definido até o fim do ano para entrar 2012 com a plataforma e a campanha em campo, e está convencido de que a definição da disputa só virá no segundo turno.

Neste início das articulações para as eleições municipais, o PT promete ser flexível e ceder espaço para candidaturas de aliados onde estes forem mais fortes – seguindo orientação do ex-presidente Lula. “Nós não vamos fazer disputa onde nós temos um aliado em boa situação”, promete Falcão, que se reuniu esta semana com Valdir Raupp, presidente do PMDB e com o vice-presidente da República, Michel Temer.

A palavra de ordem para os candidatos petistas nas próximas eleições é reforçar que o PT já provou, com Lula e Dilma, que é capaz de governar bem, e agora vai promover avanços e consolidar conquistas. A meta para 2012 é fortalecer o PT para “criar condições para reeleger Dilma em 2014” – disse Rui Falcão, em entrevista ao programa Brasília ao Vivo, da RecordNews, parcialmente transcrita a seguir.

R7 – Quando o PT definirá seu candidato para a disputa da prefeitura de São Paulo?

Rui Falcão – O diretório municipal de São Paulo, que é quem conduz o processo das eleições de 2012 já iniciou debates em todas as regiões da cidade procurando firmar um consenso em torno de um nome, para evitar as prévias. Nós temos muitas opções, nós estamos com excesso de nomes. Além da ex-prefeita Marta [Suplicy], do senador Aloizio Mercadante [ministro de Ciência e Tecnologia], há outros nomes também como o ministro [da Educação] Fernando Haddad, deputados como [Ricardo] Berzoini, Arlindo Chinaglia, Gilmar Tatto, Carlos Zarattini, todos eles dialogando com o PT e com os aliados para que a gente chegue a uma resultante provavelmente ainda este ano. O PT quer se preparar para entrar em 2012 na capital de São Paulo com programa de candidatura.

R7 – Baixa rejeição é um critério?

Rui Falcão – Há uma rejeição estrutural na cidade de São Paulo que eu costumo definir assim: tem pouco mais de um terço que vota no PT, pouco menos de um terço rejeita o PT independente da candidatura e tem a população flutuante que depende das candidaturas e do ritmo da campanha, da conjuntura. Isso sempre acontece em São Paulo. São Paulo não tem vitória em primeiro turno, então nós já estamos nos preparando para o segundo turno.

R7 – O PT vai ceder a cabeça de chapa para o aliado de outro partido cuja candidatura for mais forte?

Rui Falcão –  A idéia é aprofundar o programa comum, eventualmente onde a gente não tem vice pleitear e manter a avaliação do prefeito. Nós não vamos substituí-lo, nós não vamos fazer disputa onde nós temos um aliado em boa situação. Nós vamos abrir o mapa do país com o PMDB, junto com o presidente Raupp, com o Michel Temer, que é uma das lideranças também, e vamos ter o país em conjunto. O PMDB continua sendo nosso parceiro prioritário.

R7 – A mesma conduta será adotada no caso de outros aliados, como PSB e PDT?

Rui Falcão – Nós temos uma aliança grande com o PSB, que aliás elegeu governadores do nordeste com o nosso apoio. Nós queremos manter essa parceria. Temos dialogado com o PSB, o PDT e o PCdoB a respeito da reforma política eleitoral, em relação a qual nós temos muitos pontos em comum, por exemplo, a defesa do financiamento público exclusivo de campanha, o fortalecimento dos partidos através da fidelidade partidária, a ideia de ampliar os contatos permanentes, nós vamos proximamente realizar uma reunião conjunta no Recife, convocada pelo governador Eduardo Campos, que é o presidente do PSB, e procuramos ampliar esses pontos comuns que na verdade vão criando bases políticas também para a eleição de 2012.

R7 – Qual será a diretriz central das candidaturas petistas em 2012?

Rui Falcão – Em 2012, eu disse ‘tudo pelo PT’ porque é a hora de fortalecer o partido para que em 2014 a gente tenha a chance de reeleger a Dilma. Isso não significa que nós vamos abandonar nossos aliados, ao contrário, queremos conservar nossas prefeituras, ampliar nossa participação eleger mais vereadores, mas sempre levando em conta que nós temos parceiros que dão sustentação ao governo da presidenta Dilma e que nós queremos num programa conjunto valorizá-los também, mas a prioridade, diferentemente de 2010, é o PT. Em 2010, a prioridade era a sucessão. Nós fizemos tudo por isso e fomos bem sucedidos. Em 2012, fortalecer o PT, valorizar os nossos candidatos e com isso criar as condições para que em 2014 nós reelejamos a presidenta Dilma.

R7 – Como estão os preparativos preliminares?

Rui Falcão – Nós criamos uma comissão eleitoral que já vai ser instalada nos próximos dias e quais são as tarefas desta comissão? Primeiro, nós vamos fazer uma análise apurada, muito detalhada das eleições de 2008 e 2010. Em segundo lugar ver o comportamento dos nossos candidatos, vamos também fazer um levantamento que já está em curso da situação política e eleitoral dos nossos candidatos e dos nossos aliados nos municípios com mais de 50 mil eleitores. Em terceiro lugar, vamos fazer o acompanhamento do planejamento das candidaturas nos principais estados. Essa comissão tem um prazo de dois meses para apresentar suas conclusões, a partir daí nós traçaremos a nossa tática e a nossa política de alianças, entrando já no segundo semestre com os preparativos para as eleições de 2012.

R7 – Qual será a bandeira dos candidatos petistas nas próximas eleições?

Rui Falcão – O PT apresentará aos seus eleitores e eleitoras suas realizações a começar pelo grande exemplo de gestão que nós temos, que é a gestão do Brasil, seja do presidente Lula, seja da presidenta Dilma. Isso pra nós é um modelo e os principais programas que orientam esses governos são reproduzidos no plano estadual, no plano local, então, votar no PT é uma garantia de melhores dias para o país, para o estado e para os municípios. Vamos ver qual é o slogan mais apropriado, mas esta é a tônica do nosso estilo de governar, do modo petista de governar.

Do Blog da Cristina Lemos





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