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08/03/2010 às 16:31h

3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres mobiliza os cinco continentes

Mais de 50 países já confirmaram atos durante o primeiro período de lutas da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres

Não é apenas no Brasil que as militantes feministas realizarão atividades de luta e formação entre os dias 8 e 18 de março. Pelo menos outros 51 países já confirmaram marchas, atos públicos e manifestações diversas neste primeiro período da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Entre eles, há representantes dos cinco continentes: das Américas (como Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México e Peru), da África (como Argélia, Burkina Fasso, Camarões, Quênia, Mali, Marrocos, Moçambique, República Centro-Africana, República Democrática do Congo,  África do Sul e Sudão), da Ásia (como Bangladesh, Coréia do Sul, Filipinas, Ìndia, Japão, Nepal, Paquistão e Sri Lanka), da Oceania (como Nova Caledônia) e da Europa (como Albânia, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Itália, Inglaterra, Portugal, Suíça e Turquia).

Na Guatemala, as ações já começaram (em 3 de março) e irão até 21 de março. O calendário de lutas visa recuperar o território das mulheres guatemaltecas, seu corpo e sua terra.

Na Inglaterra, a mobilização também se iniciará mais cedo: no dia 6 de março haverá um ato público em Londres com o lema “Vamos por um ponto final na violação das mulheres e na violação da terra”.

Na Bolívia, no Dia Internacional de Luta das Mulheres, 25 organizações ocuparão praças e mercados de Oruro, paralisando a cidade durante 30 minutos.

Nas Filipinas, também no 8 de março, haverá manifestações simultâneas contra o militarismo, o sexismo, a Organização Mundial do Comércio e o presidente Arroyo, em 12 pontos estratégicos do arquipélago. No Peru, atividades simultâneas acontecerão no lago Titicaca, Lima, Arequipa, Cusco, Chiclayo, Junín, La Oroya, Cajamarca e Trujillo.

No Equador, as militantes da Marcha Mundial das Mulheres lançarão a campanhaMulheres pelo bem viver”. Já no Haiti, um ato público organizado pela coordenação de grupos de mulheres (CONAP) homenageia as militantes mortas no terremoto, em especial Magalie Marcelin, Myriam Merlet e Anne Marie Coriolan.

Na Índia, o principal dia de luta será o 9 de março, com ato público em defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas.  No país, elas normalmente trabalham de 14 a 16 horas por dia, são mal remuneradas e estão expostas ao assédio sexual e a outras formas de abuso. A Marcha Mundial de Mulheres está fazendo uma campanha de assinaturas que serão entregues à presidente Pratibha Patil, demandando uma lei nacional de proteção aos direitos das trabalhadoras domésticas.

Na Grécia, o foco dos atos será a crise financeira que assola o país, fruto da má gestão do governo anterior. As funcionárias públicas e aposentadas protestam contra propostas do atual governo de cortar gastos públicos. De 19 a 21 de março, caravanas partirão de quatro cidades gregas (Tessalônica, Serres, Atenas e Patras) em direção à Tirana, na Albânia, onde a Marcha Mundial as Mulheres promoverá uma reunião de organizações feministas na sub-região dos Bálcãs, com a presença de representantes também da Bósnia, Kosovo, Macedônia, Montenegro, Sérvia e România.

No Quênia, Mali, Paquistão, País Basco e Sri Lanka as mulheres também farão marchas. As quenianas terão atividades durante 10 dias de março, em várias comunidades de Nairóbi: entre elas, uma caminhada no dia 13 e uma vigília com apresentações culturais no dia 14 .

No Mali, de 8 ao 15 de março, haverá marchas nas seis comunas do distrito de Bamako, protestando contra o fato de o governo ter cedido à pressão de setores fundamentalistas islâmicos e voltado atrás na aprovação de um código de família bastante favorável aos direitos das mulheres. No dia 18, as mulheres de Mali farão outra caminhada no norte do país, região de intenso conflito, pedindo paz e desmilitarização.

No Paquistão, flores e tambores acompanharão a caravana de 200 mulheres que vai marchar de 12 a 18 de março, dos distritos de Faisalabad a Lahore, promovendo debates sobre violência, emprego com direitos, fim do extremismo religioso e desmilitarização.

No País Basco, as militantes atravessarão o país de 8 a 13 de março, saindo de e voltando a Irún, com paradas e atos em algumas cidades.

No Sri Lanka, marchas de seis dias marcarão a luta pelo fim da violência contra as mulheres no país.

(Do Portal da 3ª Ação Internacional da MMM.)





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